Uncategorized

Post sem Moral da História

O sujeito chega em casa, tarde da noite. Perdeu o jornal, perdeu a novela. Seu time também está perdendo. Durante o dia, no trabalho, uma treta atrás da outra. Já lhe apelidaram de varal, por causa da piada corporativa do varal com caralhos pendurados. A esposa o abraça e enquanto o beija, beijo de três segundos, alcança sua carteira e pergunta pelo pagamentos dos boletos e as coisas que devia trazer, mas não trouxe, do mercado. As crianças o chamam para brincar, cada uma por um braço, e brigam entre si, posto que cada uma quer uma brincadeira diferente. O cachorro, para também entrar na disputa, puxa-lhe a barra da calça com os dentes e acaba por rasgá-la. Toma banho e vai para a cama danado com o chuveiro que estava muito quente e com o choque que tomou tentando mexer.

De manhã, é o primeiro a acordar. Antes mesmo do telefone que só iria tocar às seis. Vai à cozinha, faz um café, amaldiçoando a ramela que incomoda o olho. Senta-se na poltrona da sala pensando no dia maldito que começa. Liga a televisão. Jornal já começou. Segura a caneca do café com as duas mãos e a leva à boca. A alguns dedos de distância, sente-lhe o cheiro. “Ah! Ainda bem que existe café!”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s