Cinema

Paranormal Activity: The Ghost Dimension

2015 - Paranormal ActivityFilme que eu vi por acidente. Catástrofe, eu talvez devesse dizer.

Minha programação era para ver A Bruxa. Os filmes anteriores eram na Paulista e A Bruxa em Pinheiros. Embora fosse só uma estação de metrô de distância, eu não peguei ingresso antecipado porque não tinha certeza de dar tempo.

De qualquer forma, ainda tinha outra sessão daí a uns dois ou três dias para eu tentar de novo. Não quis ver o argentino Papeles en el Viento porque um site listava que ele estrearia fora da Mostra em duas semanas.

Preferi jantar algo, mas no caminho para o jantar lembrei-me de que a primeira sessão da Bruxa lotou. Vai que a sala de Pinheiros é pequena e lota rápido, eu perco a viagem.

Corri para Pinheiros comprar o ingresso. Deixei para jantar lá, antes do filme. Daria mais de duas horas para comer com calma.

O GPS do telefone me ajudou. Eu nunca fui àquele cinema. Me parece que é onde, na década de 90, havia um cinema cult com nome de algum patrocinador. Não tenho certeza, quando o GPS me deixou lá, tive impressão de que o cinema antigo fosse do outro lado da rua.

O estacionamento fica logo antes, pegado à bilheteria, que era um guichê dando direto para a rua. Embiquei na calçada para entrar, mas me lembrei de olhar o vidro da bilheteria, se havia algum aviso de sessão lotada. Vi uns três ou quatro desses avisos em outras sessões, inclusive noutra desse filme. Espremi o olho, estava bem escuro, umas oito e pouco da noite. Lá estava, foi difícil de ler, uma folha de caderno, pautada, escrita em canetinha fina vermelha. O papel, qualquer um serve, mas podiam ter usado pincel atômico. Abortei a entrada no estacionamento, dei ré e procurei a programação dos outros cinemas. Aquele ali tem uma sala só.

Não dava mais tempo de pegar os Papeles e os outros filmes da Mostra, ou eu já tinha visto, ou pareciam muito chatos, ou eram documentários. Documentários são sempre chatos, mesmo que não pareçam.

No shopping perto de casa, tinha este. E tinha também café, restaurante, bar. Há um tempo atrás, vi um filme japonês dessa série Atividade Paranormal e achei muito bom. Claro, muito bom para um filme de terror. Aliás, uma das poucas vezes em que achei bom um filme de terror. Tentei.

Ando meio com nojo de comer em praça de alimentação. Principalmente nesses fase-foods que contratam só molecada tanto para atender, quanto preparar a comida e gerenciar a bagaça.

Preferi comer no bar do restaurante do cinema. Sentei-me, pedi um calzone pequeno e um martini posando de James Bond. Infelizmente, nenhuma Bond Girl me reconheceu para ser convidada a me acompanhar ao cinema.

Filme enlatado. Devia dar medo, mas de tão ridículo é engraçado.

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