Cinema

Bridgend

Sabadão chegou.

Eu acho que isto era para ser um filme de terror, ou algo do tipo. É um filmo tenso. Que causa estranheza.

Foi baseado numa série de suicidios sem explicação numa cidadezinha no sul do País de Gales. Foram ao todo 25 adolescentes que se enforcaram, sem carta de suicidio ou motivo que as investigações pudessem apurar.

O filme é construído em cima de um daqueles enredos batidos. Menina nova na cidade, tem de se enturmar, os colegas não gostam do pai dela porque ele é policial, ela arruma uns amigos desajustados, um namoradinha por quem faria qualquer coisa.

Ainda assim, vale a pena. Teve uma coisa que eu achei bastante razoável na hipótese construída no roteiro. Isso de não deixarem nenhuma explicação para se matarem.

Eu já conheci gente que se matou, ou que “tentou se matar”. Todos, todos, eu tenho certeza, só queriam chamar a atenção. Os que erradamente se mataram, foi só depois de encenarem quatro ou cinco “tentativas” e estarem já totalmente desacreditados.

Matar-se era então o último esforço desesperado, já totalmente confuso e tresloucado, de provar que falavam sério, na frente dos que duvidavam, ou anunciando a eles. Talvez para provocar culpa aos outros, como se eles fossem culpados por não resolverem os problemas dos quais ele deveria cuidar por si mesmo.

Talvez matarem-se assim, sem explicação fosse por isso. Eles sabiam o porquê. E só queriam chamar a atenção um do outro.

Bridgend (2015) – trailer

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