Cinema

Cinema Paradiso

From Here to EternityEu me lembro de, quando era adolescente, a TV Cultura (o canal 2), logo após o almoço, no horário do Vale a Pena Ver de Novo, da Globo, transmitir, numa semana, A um Passo da Eternidade, dividido em quatro ou cinco partes. É um filme muito bacana, que eu recomendo.

Mas, eu não me lembro porquê, não consegui assistir inteiros os episódios e perdi boa parte da história. Depois, já adulto, bem adulto já, quando comprei um DVD player, uma das primeiras coisas que procurei na locadora foi ele. Queria assistir a história inteira de cabo a rabo, como se deve. E também ouvir inteira, e anotar o nome e o compositor, a música que a Cultura usou na vinheta de abertura. A música acompanhava, na vinheta, as imagens em preto e branco da famosa cena do beijo na praia, com o casal quase sendo arrastado pelas ondas.

Eu assisti o filme todo, gostei, mas terminei frustrado porque, depois de assistir a segunda vez, percebi que a música da vinheta não era do filme. Ela ficou na minha cabeça por muito tempo ainda.

The UntouchablesFoi quando assisti Os Intocáveis, já no final do filme, nos créditos, que a encontrei. Esse filme também assisti de novo. Também recomendo, mas assisti por causa da música.

Percebi que ela é construída como uma variação da música que acompanha uma das principais cenas do filme (e que tinha me passado despercebida a princípio, burro eu). O compositor era Ennio Morricone. O mesmo cara que compôs a música para Cinema Paradiso e, soube depois, os filmes que a Record (o canal 7) passava à noite na sessão de Bang Bang à Italiana.

Essa foi a primeira vez que prestei atenção na música do maestro. De lá para cá, comprei alguns discos dele, inclusive a colaboração com a Dulce Pontes, que canta sobre arranjos de algumas de suas músicas.

Cinema ParadisoEu gosto muito de música, e de cinema, e um costume que me permito desde o ano passado é o de frequentar concertos. Me distraem muito. É fácil ouvir música boa, a oferta em São Paulo é grande. Em algumas épocas, pode-se mesmo ficar com o calendário congestionado. Assinei as temporadas líricas do Theatro Municipal e do Theatro São Pedro. Da Osesp não, embora eu quisesse, porque são muitas datas, fica difícil de planejar. Até porque muitas dessas datas batem com as outras récitas do São Pedro e do Municipal. Concertos são mais fáceis de eu agendar aos poucos durante o ano, meio que por demanda. No começo do mês vejo minha agenda, a agenda dos teatros, os programas e reservo o que me interessa. Assim avulso, eu assisto orquestras e músicos diferentes em vez de sempre uma mesma que assinasse.

The MissionUm colega do clube, patrício, é maestro famoso e regeu a orquestra no último concerto que assisti. O cara passou alguns momentos muito difíceis na vida. Problemas sérios de saúde que afetaram sua carreira. Hoje, é comum vê-lo em reportagens sobre superação.

No meio do concerto, ele pula para o piano e, com muito esforço, sola em arranjos de duas peças tiradas do cinema, ambas do Morricone: os temas de “The Mission” e de “Cinema Paradiso“. Uma, como ele diz, tão bela que prova que Deus existe. A outra, por um motivo pessoal, ele assistiu o filme num dia muito triste de sua vida.

Eu não tenho gravações dele, mas achei dos concertos regidos pelo Morricone.

 

 

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