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O telefone não tocou, nem o despertador, mas eu acordei com o barulho. Não tinha nada para desligar. Cabeça tonta do sono, olhei pelo quarto com os olhos que giravam, tentando saber de que lado da cama e em que posição estava.

Estava do meu lado mesmo, deitado direito, sobre as cobertas arrumadas. O travesseiro estava mais alto e duro que o normal. O relógio estava deligado, talvez não houvesse luz. Por trás da janela, apesar do frio e silêncio da noite, o sol já estava claro. Eram quase quatro.

Levantei-me, precisava ir ao banheiro. Saí do quarto e procurei uma árvore. Achei uma baixa. Molhei-a devagar, mas demorado, molhei muito. Enquanto isso, caí na tentação de fechar os olhos e acho que cochilei. Fisguei. Achei melhor não correr o risco de dormir assim. Tentei me mexer, mexer a cabeça, sacudir o corpo, para não cochilar de novo. Terminei, fechei as calças. Limpei as mão nos fundilhos.

Reparei a árvore, baixa, bem baixa. Tronco largo marrom e copa verde, em formato de algodão doce, como as árvores que as crianças desenham. O marrom e o verde, sem detalhes de sombras, também pareciam os de crianças.

As árvores ao redor eram muitas, todas muito juntas, mas um pouco mais baixas que esta, Pouca coisa. Vistas de cima, pareciam um grande colchão de algodão verde com a minha árvore mais ou menos no meio, um pouco mais alta, um travesseiro, grande e fofo, também verde.

Desisti. Deitei-me no colchão e ajeitei-me à árvore-travesseiro. Sonhei com uma cama para dormir.

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