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Fazer Rir (ou o tipo de besteira que se diz regada a chope)

No happy-hour, depois do primeiro copo, alguns assuntos, não é que só então sejam permitidos, mas abordá-los de forma escrachada soa natural:

“Se é verdade que as mulheres gostam dos homens que as fazem rir, o maior fetiche de vocês deveriam ser os palhaços.”

Algumas mulheres riem, outra não ouvem ou nem dão bola. Poucas levam a sério.

“A questão é o motivo pelo qual fazem rir. Nem todo palhaço é engraçado. Alguns são só palhaços…”

Poderia ser um bom início para uma boa conversa. O que não é o caso na barulheira toda do lugar. Marcar happy-hour em lugar barulhento deveria ser proibido.

“Então palhaço sem graça não tem graça?”

A barulheira atrapalha, ela não quer papo. Já pensando em como ir embora, bebe mais um pouco, sem olhar para o sujeito que tenta puxar conversa. Se levanta para ir ao banheiro, sozinha, contrariando o protocolo que proíbe mulheres sozinha no banheiro. É só uma forma de garantir a última palavra:

“Nem todas mulheres gostam de homens que as fazem rir. Algumas preferem os que fazem chorar.”

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